Finalmente, como antes dito, mudei o endereço do blog. As coisas não mudaram tanto assim, a essência é a mesma. Quem sabe eu não retorno a minha casa velha um dia pra matar as saudades? É por isso que ela não será deletada. Continuará com o mesmo cheirinho e os mesmos móveis que fui ajudada a construir.
A partir de agora, quem me segue ou me lê, pode fazê-lo aqui, no novo endereço.
Vejo alguém por lá?
Muito obrigada.
Beijos,
Vitória.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Já deu
Tenho tantas balas alojadas em meu corpo. No coração, na cabeça e devo ter nos pulmões também- vez por outra me falta o ar e penso que vou explodir. Pela esperteza que ganhei quando recebi estas, agora sei me esquivar melhor; sei para onde não me curvar. E, por isso, tão difícil tem sido me atingir. As que ainda me acertam, já não fazem doer tanto. Deve ser verdade que a gente se acostuma até com a dor. Não estou dizendo que tenho orgulho disso. Que babaca comemora por só se estropiar? O que me orgulha é minha volta por cima, por baixo, por todos os lados. É minha volta. Com tantas quedas, se perde o medo de cair de novo. Pareço uma fortaleza. "Ah, mas eu sou a estranha que se sente superior?", "Sou feia e gorda?", "Você quer me derrubar a todo custo?", Dane-se. E quem é que vai pagar depois a conta do tratamento contra as rugas que, tão cedo, adquiri?
Depois eu vou ouvir você dizer que eu sou infantil, teimosa, egoísta, que não esperava isso de mim e blá, blá, blá. Esse tempo todo de vida eu tenho aguentado gente da mesma forma ou até pior. Isso não é exclusividade sua. Seu pensamento, oh, grande rei, não me move. Sinta-se a vontade para me dar a rasteira, talvez, por hora, eu até me rasteje. Só não espere que seja lá no chão que ficarei o resto dos meus dias, me lamuriando. Já perdi as contas de quantas vezes decretei minha própria morte. No dia seguinte, estava aqui de novo. E é aqui que continuo estando, vendo que tudo passa mesmo; tentando me equilibrar na corda bamba; lutando com adversários que se autodenominam inderrotáveis e, sem saber disso, venço-os. Eu me venço. Tendo quase tudo o que preciso e a segurança que me falta, Deus me dá.
Depois eu vou ouvir você dizer que eu sou infantil, teimosa, egoísta, que não esperava isso de mim e blá, blá, blá. Esse tempo todo de vida eu tenho aguentado gente da mesma forma ou até pior. Isso não é exclusividade sua. Seu pensamento, oh, grande rei, não me move. Sinta-se a vontade para me dar a rasteira, talvez, por hora, eu até me rasteje. Só não espere que seja lá no chão que ficarei o resto dos meus dias, me lamuriando. Já perdi as contas de quantas vezes decretei minha própria morte. No dia seguinte, estava aqui de novo. E é aqui que continuo estando, vendo que tudo passa mesmo; tentando me equilibrar na corda bamba; lutando com adversários que se autodenominam inderrotáveis e, sem saber disso, venço-os. Eu me venço. Tendo quase tudo o que preciso e a segurança que me falta, Deus me dá.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Just look behind you
Um amigo, vindo de outras bandas, lhe disse: "Don't forget: look behind you!". Ela entendeu que aquilo era um conselho, daqueles que a gente não pergunta a razão porque não faz sentido, só se aceita. Respondeu: "That's ok. Thanks a lot, my friend.". Ficaram os dois entendidos. Ela entendeu. A cada nova esquina, procurava sempre olhar para trás para ver se não ficou nada e, caso ficasse, não mais iria ignorar. Quase tudo o que a gente vive, fica em nosso corpo, guardado de alguma forma. É de nossa natureza relembrar, por mais que doa fazer ou saber que tem que ser assim. Se não nos fizesse sentido o passado, não existiria memória; para se tirar uma boa nota num teste futuro, há que se olhar as páginas anteriores do caderno. As anotações, os rabiscos, os desenhos de corações, flores ou estrelas. Tudo nos fez sentido quando fizemos. Se percorremos o caminho errado, só percebemos depois e, para que não façamos de novo, devemos guardar cada centímetro que nossos pés percorreram.
Eis que dois passados se encontram: o dela e o dele. Ele, pássaro totalmente solto, porém, ciumento. Ela, presa aos conselhos de amigos. Procurou informações acerca do passado dele para ver se o futuro dos dois poderia acontecer. E não aconteceria. Não se ela se baseasse unicamente no que veio antes do agora. Então, acrescentou dois dedos de esperança ao conselho do amigo: "E se a gente tentar fazer um novo passado? Sim, um novo passado, que vai vir daqui a alguns minutos, depois desse novo presente.". Foi tentar, porque tentar de novo também é olhar, com outros olhos, para o que passou.
Os dois passados se dissiparam. Era carinho e farpa demais ao mesmo tempo para conciliar. A vontade de querer um novo presente era mútua. Mas, como tudo que vivemos fica em nós, ela não sairia dele nem tão cedo, e vice-versa. Isso significa dizer que agora estariam no mesmo caminho, com a pequena- grande- diferença de estarem de mãos desatadas. Estariam, ainda, lado a lado. Numa das curvas, ele confessou que se sentia perdido, não se lembrava de onde vinha e por quê. Só havia uma coisa a dizê-lo: "Não se esqueça: olhe atrás de você!". Acrescentou mais dois dedos de amor-eterno ao conselho do amigo: "É sempre lá que eu vou estar.".
Thanks a lot, my friend.
Eis que dois passados se encontram: o dela e o dele. Ele, pássaro totalmente solto, porém, ciumento. Ela, presa aos conselhos de amigos. Procurou informações acerca do passado dele para ver se o futuro dos dois poderia acontecer. E não aconteceria. Não se ela se baseasse unicamente no que veio antes do agora. Então, acrescentou dois dedos de esperança ao conselho do amigo: "E se a gente tentar fazer um novo passado? Sim, um novo passado, que vai vir daqui a alguns minutos, depois desse novo presente.". Foi tentar, porque tentar de novo também é olhar, com outros olhos, para o que passou.
Os dois passados se dissiparam. Era carinho e farpa demais ao mesmo tempo para conciliar. A vontade de querer um novo presente era mútua. Mas, como tudo que vivemos fica em nós, ela não sairia dele nem tão cedo, e vice-versa. Isso significa dizer que agora estariam no mesmo caminho, com a pequena- grande- diferença de estarem de mãos desatadas. Estariam, ainda, lado a lado. Numa das curvas, ele confessou que se sentia perdido, não se lembrava de onde vinha e por quê. Só havia uma coisa a dizê-lo: "Não se esqueça: olhe atrás de você!". Acrescentou mais dois dedos de amor-eterno ao conselho do amigo: "É sempre lá que eu vou estar.".
Thanks a lot, my friend.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
De mudança
Como tenho um respeito imenso por quem consegue ter paciência de me ler, gostaria de avisar que o blog passará por algumas mudanças. Mudar é -quase- sempre bom e eu sinceramente não sei como o aguentei tanto tempo com "a mesma carinha". Mudará, também, o endereço. O blog se chama "apoi te ilude" porque o criei no ímpeto de escrever "pra ninguém" (e por isso tenho dito: me emociona demais quando vejo qualquer comentário por aqui, seja lá de quem for, não me importa quantidade ou quando vocês postam textos meus em seus sites pessoas e etc, muito, muito obrigada. Comentem sempre, comentem mais! E vocês, que passam por aqui e não falam nada, eu não mordo tá? Me farão muito feliz se comentarem), ouvia a expressão típicamente nordestina que deu título ao blog, quase que diariamente, através da minha melhor amiga e só eu e ela sabemos o porquê. Era algo bem recorrente no nosso dia a dia, foi o primeiro título que me veio à cabeça na hora do "batismo", achava que nunca precisaria explicar pra ninguém o que significa. Hoje meio que deixei de ter vergonha de pessoas lerem meus escritos. Explico: sempre fui extremamente introspectia e preciso achar que ninguém vai ler pra poder sair algo. Enfim, behaviorismos à parte, agora quero ser entendida, graças ao apoio dos que nem sempre se manifestam por aqui, mas sempre dão um jeitinho de me dizer do que gostaram. E, por isso, o meu botequinho precisa de um nome novo. Não estranhem, quando for realmente mudar- junto com as outras pequenas mudanças-, eu aviso. Alguém aí sugere um novo nome?
Beijo,
Vitória.
Beijo,
Vitória.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Tarde ou cedo
Pois é. E você veja só como é essa vida: nessa, não deu. Só eu sei o quanto tentei. O que talvez você possa argumentar, é que desisti cedo demais, mas garanto que fui até onde minhas pernas aguentaram caminhar. Pros que vêem de fora, parados, nem todo tempo do mundo os fará cansar. Mas quem anda e se esforça, também tem seu limite e nada mais justo. Lutei com forças ocultas que só se manifestam nesses momentos de dor profunda... foram as forças que me puseram em pé de novo quando achei que estava paraplégica. Tentei. E como eu quis, como me esforcei por você; como engoli seco e ácido o meu orgulho; como acalmei minha pressa e tirei paciência de um poço de agonia; como achei que tantos anos não se acabariam assim, de uma vez. Tudo cessa quando é necessário, porém, não foi dessa vez que acabou quando terminou, ficou faltando algo e, infelizmente, não foi de mim. Sabe, eu não queria que você me pedisse perdão por uma coisa que vai fazer de novo. Depois me cobra o amor que falta, esquece que não sou um saco sem-fundo: vou acumulando em mim tudo que me depositam. Quando me falou, sem controle, tantas coisas que me contorceram o âmago até estalar, depois, me disse que só quis me atingir, que aquilo tudo era pr'eu esquecer. Muito bem! Me atingiu, e não é da minha alçada retirar de mim as feridas que não me causei. Viraram cicatrizes, feias, grossas... estou quase coberta inteira por elas, é por isso que não tem como não lembrar. Estou desistindo de você porque preciso salvar ainda algum pedaço de pele pra guardar as marcar que sei, são inevitáveis. Mas não mais serão causadas por você.
Nessa encarnação não deu- e olha que nem sou espírita, isso é só uma maneira de achar que ainda teremos uma segunda chance. Devo te agradecer por tudo que me fez aprender, foi com você que soube o que era levantar, ninguém antes tinha me feito cair. Embora tudo me pareça muito emaranhado, há um amor quieto dentro de mim que me faz ver que por agora já deu e preciso descançá-lo de você. Não te escolhi, contudo, te recebi e tentei te viver. Mas não foi possível. Tomara que nos encontremos de novo, numa outra esquina menos movimentada e que você tenha aprendido que pra se defender, a gente não precisa, necessariamente, atacar. Aí, quem sabe, eu possa chegar perto de você e te dizer tudo que quis antes e não tive espaço. Sei que ainda vou dizer. Tarde ou cedo.
Nessa encarnação não deu- e olha que nem sou espírita, isso é só uma maneira de achar que ainda teremos uma segunda chance. Devo te agradecer por tudo que me fez aprender, foi com você que soube o que era levantar, ninguém antes tinha me feito cair. Embora tudo me pareça muito emaranhado, há um amor quieto dentro de mim que me faz ver que por agora já deu e preciso descançá-lo de você. Não te escolhi, contudo, te recebi e tentei te viver. Mas não foi possível. Tomara que nos encontremos de novo, numa outra esquina menos movimentada e que você tenha aprendido que pra se defender, a gente não precisa, necessariamente, atacar. Aí, quem sabe, eu possa chegar perto de você e te dizer tudo que quis antes e não tive espaço. Sei que ainda vou dizer. Tarde ou cedo.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Acontece
Ouvi dizer por aí que eu não presto. Confesso: por esses dias, andei tão desacreditado de mim que quase acreditei. Mas lembrei que julgar uma pessoa por uma barba mal feita e uma camisa suja, é somente burrice daqueles que não têm criatividade suficiente pra ver além da casca. Me disseram que não tenho coração, sei lá, devo tê-lo trocado por um fígado qualquer. E quase achei que fosse verdade, até lembrar que quem disse isso, não sabia que antes de ferir, fui ferido, por alguém que até hoje deve estar caçando corações pra pôr ao lado do meu em sua estante. Outro dia, um cara me disse que eu era fraco por desistir. Quase fiquei triste, porém, me veio à cabeça a sensação horrível que me deu quando desisti do que queria muito. Acredite: é preciso toda coragem do mundo para abdicar do que se sonhou a vida inteira. Certa vez me disseram que eu era quieto demais e quase sempre passava despercebido, poderia não contestar, se quem me disse isso soubesse ao menos o que significa ser discreto; deixo pra você o alarde, não importa o tamanho da fogueira: fogueira demais também vira cinzas no final e, aí, meu amigo, não queimam mais nada. Já ouvi que não sou justo, mas isso não é exclusividade minha. Observe: o que demorei horas pra escrever, em cinco minutos, você leu e, talvez, nem tenha percebido que ali estava tudo o que importa pra mim. Esse mundo não é justo mesmo, meu caro. Pior foi quando me disseram que eu não sabia o que é o amor... já estava ficando com pena de mim. Embora não tivesse o mínimo de paciência, deu vontade de responder: ontem à noite, eu havia depositado todo amor do mundo- depois de somente olhar pro céu- no café que estava fervendo no fogo e, mesmo que queimasse minha língua, estaria feliz. Assim é o amor, feito de tão pequenas coisas, não somente entre duas pessoas; tantas vezes ferindo, mas se mantendo fixo. É só esperar a dor passar. Será que isso responde aquele que me disse que eu nunca mais iria conhecer a felicidade? Me "disseram" tanto e ouvi. Tenho direito de também falar: Deve causar muito espanto mesmo ver que eu, que já fui ruína, me reconstruí sozinho. Do nada, sem nada; sem sinal de rumo, sem ela, eu sobrevivi.
terça-feira, 30 de março de 2010
Movimento condutor
Há algo em mim que grita por você. E eu já pedi pra que fizesse silêncio, pra que cessasse o barulho que teima em ser mais alto que qualquer música que eu possa ouvir. Tem alguma coisa aqui dentro que aperta quando você sai, abraça meu coração bem forte com a mesma força que você costuma me abraçar e isso dói. Existe uma coisa no meu corpo que só funciona com toda força que tem quando você está- há quem chame de pulsação, eu chamo de "sob-seu-controle". Você está no meu instinto e isso é muito chato, confesso. Querer você trinta horas por dia e, tantas e tantas vezes, não ter, é angustiante demais. Eu queria que você fizesse o favor de sair de mim só um pouquinho- estabelecendo um tempo: só enquanto eu aguentar ficar sem respirar, pronto. Você sabe, todos sabem: sem você não tem vida nesse corpo. Aí, depois, você podia voltar, pra me ver ofegante, me acudir do cansaço que se instala em tudo que eu tenha que fazer com você por longe. Eu tenho preguiça dessa minha vidinha desenxabida quase sempre e há algo em mim que clama pra você segurar minhas mãos e me puxar pra cima, me levantando do chão. Eu preciso de você pra despertar.
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